agora colorido, porque sem cores não tem nenhuma graça!

Um dia de fúria

Ler a História sem nome

e a História sem nome (Parte II) para acompanhar.

A vida é irreparável. É um trem desgovernado que passa por nós arrasando tudo. E depois que o trem passa, nada mais é o que era antes de ser o que foi.

A vida é ruim para lá da metade da nossa memória, também, para que lembrar de de coisas boas se nem cicatrizes elas deixam para nos lembrarmos delas?

Carla foi apenas uma coisa ruim na minha vida, uma cicatriz da qual eu lembrarei para sempre.

Um dia após aquela cena no apartamento de Bianca, resolvi atender uma ligação dela, e quando o fiz, vi meu sangue escorrer dos olhos até o queixo e cair no chão, gotícula por gotícula.

  • Alô, Carlos.
  • Bianca, acho melhor ficarmos sem nos falar por alguns dias.

Nem eu mesmo acreditava que tinha desligado o telefone na cara de Bianca, muito menos entendia o porque sentia tanta fúria dentro de mim.

Em casa, peguei uma garrafa de whisky, ainda lacrada, abri e comecei a beber, no gargalo mesmo, a música era Requiem, o sangue ainda me escorria dos olhos. Tomei alguns comprimidos e apaguei.

Quando acordei, estava na porta do apartamento de Bianca com uma faca na mão. Não deu para pensar direito, a raiva me consumia de uma forma que enfiei o pé na porta, arrancando o trico e o “pega ladrão” de uma vez só e adrentei ao recinto. Carla acordou assustada e foi a primeira de quem eu arranquei as vísceras, me deliciei a cada facada. O cenário era composto por aquela cortina vermelha e Bianca  sentada na cama, em estado de choque, me olhando com um olhar de pânico. Aguardava sua vez como um bezerro aguarda a morte.

Arranquei a faca de dentro do corpo de Carla e soltei-a no chão. Me aproximei de Bianca e bastou apenas uma, na jugular, para que ela caísse jorrando sangue vivo e eu voltasse a mim depois do surto.

Nessa hora esqueci quem eu era, não tinha nome, nem identidade. Me joguei no chão, primeiro de joelhos, depois por completo, comecei a rolar e me debater, chorando compulsivamente, contraía meus dedos das mãos e dos pés e, num sopro esguelado, acordei em pânico, suando,  em cima da minha cama. Fora tudo um sonho?

A vida é irreparável. É um trem desgovernado que passa por nós arrasando tudo. E depois que o trem passa, nada mais é o que era antes de ser o que foi.

A vida é ruim para lá da metade da nossa memória, também, pra que lembrar de de coisas boas se nem as cicatrizes elas deixam para nos lembrarmos delas?

 

Carla foi apenas uma coisa ruim na minha vida, uma cicatriz da qual eu lembrarei pra sempre.

 

Um dia após aquela cena no apartamento de Bianca, resolvi atender uma ligação dela, e quando o fiz, vi meu sangue escorrer dos olhos até o queixo e cair no chão, gotícula por gotícula.

 

  • Alô, Carlos.

  • Bianca, acho melhor ficarmos sem nos falar por alguns dias.

    Nem eu mesmo acreditava que tinha desligado o telefone na casa de Bianca, muito menos entendia o porque sentia tanta fúria dentro de mim.

    Em casa, peguei uma garrafa de whisky, ainda lacrada, abri e comecei a beber, no gargalo mesmo, a música era Requiem, o sangue ainda me escorria dos olhos. Tomei alguns comprimidos e apaguei.

     

Quando acordei, estava na porta do apartamento de Bianca com uma faca na mão, não deu para pensar direito, a raiva me consumia de uma forma que enfiei o pé na porta, arrancando o trico e o “pega ladrão” de uma vez só e adrentei ao recinto, Carla acordou assustada e foi a primeira de quem eu tirei as vísceras, me deliciei com a cada facada. Como cenário, tinha aquela cortina vermelha e Bianca sentada na cama, em estado de choque, me olhando com um olhar de pânico. Aguardava sua vez como um bezerro aguarda a morte.

 

Arranquei a faca de dentro do corpo de Carla e soltei-a no chão. Me aproximei de Bianca e bastou apenas uma, na jugular, para que ela caísse jorrando sangue vivo e eu voltasse a mim depois do surto.

 

Nessa hora esqueci quem eu era, não tinha nome, nem identidade. Me joguei no chão, primeiro de joelhos, depois por completo, comecei a rolar e me debater, chorando compulsivamente, contraía meus dedos das mãos e dos pés e, num sopro esguelado, acordei em pânico, suando , em cima da minha cama. Fora tudo um sonho?

 

Comentários a: "Um dia de fúria" (1)

  1. A narrativa é dinâmica, a realidade é cruel e os personagens se explicam nas suas atitudes. Direto e humano!

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