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O que é que é essa vida minha?

O que é que é essa vida minha?
Que se faz e se desfaz sem porque nem porém. Que vai e vem numa velecidade tão grande, incomensurável.

O que é essa vida minha? Que me ensina, que me fascina, que me aplica, que me joga, que me vira

O que é vida é essa minha? Que eu não apenas a levo “vivendo”, mas a vivo intensamente, tudo de uma vez.

Que vida é essa minha? Que me leva a lugares inexplicáveis e inexploráveis.

Que vida é essa minha? Que me deixa boba, que me faz de tola, que me mostra que o tempo não é meu senhor.

Que vida é essa minha? Que me dá, que me tira, que me coloca, que me sangra, que me estapeia, que me regenera.

Que vida é essa minha? Que me faz loucuras, que me dá doçuras, que me cura, que me entristesse, que me alegra, que me transforma, que me deixa boba comigo mesma, que me faz mais feliz a cada dia.

Que vida é essa minha? Que me deita, que me aflinge, que me comete, que me despe, que me grita.

Que vida é essa minha? Que me tenta, que me espalha, que me junta.

Que vida é essa minha? Que me cativa, que me espanta, que me cala, que se fala.

Que vida é essa minha? Que não tem, que me espeta, que me cutuca, que me altera.

Que vida é essa minha? De amores vagabundos, de fossas intermináveis, de paixões desesperadas, de tempo inexistente.

Que vida é essa minha? Que se faz contente, que é indecente, que é pura, profana e insana.

Que vida é essa minha? Que me afoga, que me seca, que me ajuda, que me atrapalha.

Que vida é essa minha? Que me embebeda, que me machuca, que me sara.

Que vida é essa minha? que é uma filheta, que é um pedacinho, que é um cantinho, que é o mundo inteiro.

Que vida é essa minha? Que me surpreende, que me escapa, que me espera.

Que vida é essa minha? Que me prende, que me solta, que me enche, que me assalta.

Que vida é essa minha? Que me agarra, que me devora, que me enlouquece, que me enriquece.

Que vida é essa minha?

Que vida é essa minha? que está aqui como nunca esteve, que me chama, que me joga.

Que vida é essa minha? Que é livre, que é “indeletável”, que é linda, que é vivida.

Que vida é essa minha?

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A flor

O vento que sprou a flor
Flor
O que é uma flor
e oq é o vento?

Isso não é tão importante assim
Não agora

O que é importante?

Bem, a flor é…
O amor

O amor que estava em mim
E agora não está mais

Mas eu não entendo nada disso
Soh não quero confundir as coisas

Porque
Eu não sei oq houve
Mas
A única coisa que não houve
Foi o amor

Estranho
Muito estranho pensar sobre isso

Mas amor não houve
Nunca houve
Nunca houve
Por mais que pareça assustador

E agora
Eu estou seca
Eu estou vazia

Me jogo
Vivo tudo
Intensamente
De uma vez soh

Pra que isso td
Passe logo
Pra que eu acorde

E veja que nada disso aconteceu
É apenas um pesadelo
E alguém vai me acordar

Eu sei
Eu sei
Que não é como se pensa
Que não é “simples” assim

Eu nunca vou voltar a ser quem eu fui um dia
Eu nunca vou poder amar de novo

Eu estou vazia
E meu corpo ainda dói

A flor não existe mais

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Se joga pintosa

Dentro de mim…
No fundo da minha alma…
Está algo

Que eu não consigo explicar
Que eu soh posso sentir
Que soh eu posso sentir

Ninguém pode fazer isso por mim
Isso que se diz
No fim soh sobrou eu

Porque
Na verdade
Na verdade

Sou eu quem sinto
E nada mais importa

Porque
A vida prega peças na gente
E não tem nada que a gente possa fzr pra mudar

Isso pode ser injusto
Mas é verdade
É verdade
É verdade

Eu soh posso continuar meu caminho
Sem olhar pra tras

E posso me jogar tmb
“Se joga pintosa”