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Abraço

Ahh
Esses braços que me matam e me sufocam
Enlouquecem minha cabeça solitária
Amolecem meu coração gelado

Amo te abraçar e esquecer da vida
O mundo pára
O tempo pára
Sinto minha pele arder

A dor de não te ter
E a vontade de morrer

Meu corpo esmurece
E eu sinto que te amo

Amor?

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De molho sábado anoite

Hoje estou doente
Resolvi nao sair de casa e cuidar da minha doença!
Ou seria da minha saúde?
Nao sei mais o que difere uma coisa da outra…

Nessa minha rara estada em casa.
Resolvi então prostrar-me na frente da TV.
Passava um filme muito bom “Thelma e Louise”, eu nem sabia, mas ele conta com uma participação de Brad Pitt em início de carreira, muito boa e fundamental para o enredo da trama…
Enfim, em um certo momento, Louise (Susan Sarandon) entra em contato com um policial que pergunta a ela: “você quer sair viva?” e ela responde: “eu ainda não decidi isso”. Não sei, me identifiquei um pouco com a frase pois viver no caso significaria desistir… Bom, o fim do filme dá a entender que as duas se matam para não serem pegas pela polícia.

O que eu quero dizer com isso? nem eu mesma sei, sei que não quero desistir… desistir é sempre uma escolha ruim.

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Inimaginável

Pensar a vida de forma sutil, bela e sublime…
O que acontece quando parece que não há mais nada além de um angustiante e negro vazio?
A gente tem que acordar de um sono profundo.
Despertar da morte súbita como se fosse voltar no tempo e impedir um gol do adversário.
Tentar compreender a complexidade da existencia, compreender que vive-se tudo e nada ao mesmo tempo e que devemos parar de pensar que não existe amanhã, que nunca vamos mudar de idéia, e que há um mundo onde o “pra sempre” existe.
Deve-se acreditar que o engano não foi seu, que não foi culpa sua, que isso independe de você…
Conformar-se em ser usado, tomado, partido e pisado como uma latinha de coca-cola ou absorvido pelas narinas mórbidas e desesperadas de um viciado em cocaína… passando então a não mais existir como pensou ter existido um dia… Do que era, nada sobrou, e agora você tem que começar de novo, do zero.
e apesar disso… ter esperança que amanhã tudo vai mudar e você vai estar bem…
Você vai estar bem porque existe algo maior que as escolhas e maior até mesmo que a própria vida, uma força sobrenatural que organiza tudo no universo e faz a justiça divina prevalecer.
Existe um mundo além do real, um mundo que os nossos olhos não enxergam e as nossas almas são incapazes de imaginar…
Não é questão de ver para crer, é questão de crer para ver.
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O sentimento desprezível

Hoje eu cheguei a uma conclusão que pode até parecer óbvio… Mas pra mim até pouco (digo, pouquíssimo tempo) não era tão obvio assim.
Pensei, pensei, sobre tudo que me aconteceu até hoje. Todos os meus relacionamentos e sobre os rompimentos também e concluí que sofre por alguém é uma fraqueza terrível… É demonstrar pra vc msm que vc precisa necessariamente se alimentar da alma de outra pessoa para se sentir bem com você mesmo… O que é muito curioso, pois a única pessoa que pode fazer você se sentir bem com vc é vc … Então, seria muita injustiça achar que para você se sentir feliz vc PRECISA estar do lado de certa PESSOA… Daí vc sofre, chora e até msm passa por cima de n pessoas pra conseguir “ser feliz”… O mais interessante é que existem pessoas que vivem na ilusão de um “amor predestinado”. E realmente fazem loucuras, chegando até mesmo a matar e/ ou se matar por isso. Elas podem também abrir mão do próprio bem-estar; do bem-estar coletivo, e até mesmo da felicidade em prol dessa coisa horrorosa que alguém algum dia chamou de amor, e alguém algum dia acreditou que realmente era, mas “o amor não tem nada a ver com isso”.. Mas isso é pequeno demais, o sentimento de dependência é o mais desprezível, o mais horroroso, o mais repugnante anseio que alguém pode sentir. Isso porque ele faz com que nós não só vivamos em função de um “romance”, mas faz com que nós queiramos, e façamos com que outras pessoas vivam em função da nossa vontade, do nosso sentimento e da nossa “felicidade”. As pessoas que se alimentam das outras tem uma facilidade enorme de jogar com as pessoas, de passar por cima delas, de querem fazer o sofrimento (que a falta do outro faz) acabar… Mas o sofrimento vai estar lá enquanto estiver a dependência, a falta de opinião e a falta dele mesmo, como pessoa, como indivíduo que sente, que vive, que é, e não que apenas existe. E é realmente difícil acreditar que ainda tem gente que vive assim, como se tivesse vidas em mãos, mas, a única coisa que não tem de fato, é a própria vida… É difícil acreditar como tem gente que joga sem pensar em conseqüências e pensando que é uma ilha inatingível e independente.