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Algo como um buraco negro

Destroços no espaço
de farelos de pedaços.
Confundem-me o encéfalo.

Farelos de Pedaços,
o que são?
Além da matéria prima
de algo que algum dia foi?

Farelos dos erros despedaçados,
de batimentos esfacelados,
da dor que se partiu.

Farelo do tempo que,
não mais impresso,
a mim mesma me engoliu.

Pedaços das desculpas que perdi
dos trens que pedi
dos encontros que matei
dos amores que marquei.

Fragmentos dos farelos,
das coisas que não fiz.

Tudo se completa e
contempla o vazio de ser eu

Algo como a secura
que o vento me trás
e a goela do mundo
que me envolve.

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Errata

Olá leitores,
para fins didáticos dividi o post “Acerca da solidão: tentando sentar em uma mesa de bar” em dois.
Espero que vocês gostem.
Boa leitura
=D

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Acerca da solidão

Essa palavra assusta mesmo. S-O-L-I-D-Ã-O
E eu descobri porque.
Oba!!! Adoro descobrir os porques da vida…
Vamos lá.
Existem duas prerrogativas em relação ao que achamos ser o medo da solidão.
Uma é óbvia. O medo de ficar sozinho consigo mesmo.
Você sempre conhece alguém que conhece alguém que emenda um namoro no outro e nunca tem a chance de ficar sozinho consigo mesmo. Bingo, das duas uma, ou é um chato de galocha que nem ele mesmo suporta a própria presença ou é um maldito dependente emocional que precisa de alguém o bajulando em tempo integral para ser feliz. Bom, pelo menos aparentemente feliz. Já que o que realmente importa são as aparências. Não é não?
Enfim, nos dois casos citados acima precisa-se desesperadamente de alguém, ou seja, tem-se medo, pânico, repúdio à solidão.