Devaneios de um banco

Naquele banco
Onde nos conhecemos

E nossas mãos
Se conheceram

E nossos corpos
Se conheceram

E nossos olhos
Se olharam

E nossos gemidos
Nos calaram

E nossos corações
Se escutaram

Você negou
Aquele banco

Você negou
O que era lindo

Você negou
Meus sentimentos

Você negou
A minha vida

Naquele banco
Onde nada existia

Onde o tempo
Não existia

Onde o entorno
Não existia

E nem a realidade
Existia

Naquele banco
Estúpido

Onde um dia
Ousei sentar-me

Onde um dia
Falei

Onde um dia
Beijei

Onde um dia
Calei

E hoje
Acolhe meu pranto

E hoje
Vê meu espanto

E hoje
Vê minha angústia

E hoje
Vê as lembranças

Aquele banco
Que agora vazio

Ri da sua
Infância tardia

Ri da sua
Tolice tamanha

E chora
Aquele amor perdido

E cava-se
Aquele buraco louco

Que
Tamanho prazer sentido

Pra você
Não existia

Aquele banco
Esburacado

Chora
A dor da partida

E eu
Rio da sua mediocridade

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