Amar você, odiar você

Sempre senti-me confuso ao ouvir a expressão “filho da puta”. Na minha concepção, o xingamento é muito mais ofensivo para as biscas que vendem o corpo que para o homem que realmente o merece.  Imagino que a vida de uma prostituta seja triste o suficiente. Ora, se uma puta parir uma criança, que seja ao menos uma boa criança para trazer acalento, sossego e paz a sua vida infeliz e amargurada. Não é não? Rotular é muito fácil quando não se vive o que a outra pessoa vive e não  vê o que a outra pessoa vê.

Talvez esse pensamento me seja conveniente pois eu a amo, apesar disso não fazer nenhum sentido. Como eu poderia amar uma prostituta? Pior ainda, como eu poderia amar uma prostituta lésbica? Ou ainda pior, como eu poderia amar uma prostituta lésbica apaixonada por outra mulher? Como eu poderia? Como?
Aquele questionamento me fritava a cabeça, me inquietava a mente de tal forma que eu já não conseguia executar nenhuma tarefa com destreza. Sentia em meu peito tanta possessão que até meus pensamentos estavam prejudicados.

Bianca estava fazendo da minha vida um murmúrio, uma súplica, mesmo sem nada querer ela me fazia ouvir as trombetas do inferno, sentia-me péssimo, sentia-me como um personagem dantenesco.

Mais dessa história aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

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