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Andanças minimalistas

cruzeiro_minimalismo_escudoAmo o estilo minimanista. Foi uma herança boa que a Bauhaus nos deixou. Nos meus atrevimentos visuais (sou redatora, mas vivo entre os dois mundos: da imagem e do texto). E como sou apaixonada por futebol e pelo Cruzeiro Esporte Clube, fiz uma versão minimalista do escudo do time. Acabou virando uma arte colaborativa, uma vez que não sou ‘expert’ em design. Gostei bastante do resultado, e você?

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Acerca da perda, da saudade e da vida.

No fim o que sobra é a saudade. E a saudade é o desejo da presença e a ciência de que o encontro, em seu estado bruto, nunca mais acontecerá. O problema então é o saber demais e não o sentir como argumento factual. Nesse aspecto, conhecer torna-

vida

se uma inverdade do ser, pois o nega e faz nele doer uma dor que não deseja. Sendo o desejo, então, a materialização da angústia e da maldição de quem o tem. Muito pelo o incontrole vazio e incerto após o apagar da última chama.

Tem-se também a saudade do que não foi e a incerteza: e se eu tivesse feito isso ao invés daquilo?  E se eu tivesse estado mais presente? E se toda vez que eu pude fazer e não fiz? No fim o que resta são as lembranças do que não foi. Apenas.

E então, esbarramos novamente na vida. Vadia vida. Viva vida. Tola vida, que existe e se faz pra quem se faz forte. Pra quem se faz sagaz. Pra quem se atira, e se atira de cabeça. A vida se vale pra quem acredita e se joga nesse grande abismo que é viver. Mas, acima de tudo, a vida se dá a quem se deu. Vini, saudoso vini, a vida se dá a quem quis nela se fazer humano, errante e aprendiz.

Salve Detinha da Bahia! Nunca esquecerei da única pessoa que me chamava: menininha.

Saravá!