Abandono

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O título da “obra”

Na madrugada espero,
O seu ser me amar.

Mas o amor não vêm,
Nem o seu caminhar.

Sonho com seus beijos,
Com o seu levantar.

Pranteio sua partida,
Não me ouso cantar.

Lembrança que não sai,
Ver você se entregar.

À outra que não eu,
Que roubou seu amar.

A dúvida que não cessa,
Se veio mesmo a roubar.

Ou se foi encantamento,
De uma alma fraca, fisgar.

Os seus passos tão macios,
A minha lembrança esfaquear.

Uma quadra de distancia,
Muitos quilômetros, andar.

Desconfiança que me ronda,
De um dia você voltar.

Pros meus braços de cera,
Pra minha alma, seu lar.

Esse poema faz parte de uma coleção. Saiba do que estou falando ao clicar aqui

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A fofoca

Era
Ela

Quem sorria
Quem sofria
Quem amava

Aquela cadela bêbada
De paixão se embriagava

Rolava sua cara no pó
Sobretudo estava só

Sozinha

Abandonada na sarjeta
Que se chamavam de rua

Se jogava pelos cantos
Daquelas paredes nuas

E via nelas desencanto
Na vida de suas putas

A abandonada
Foi quem abandonou

Endoidecida deixara os filhos
Anjinhos barrocos de Viena

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Devaneios de um banco

Naquele banco
Onde nos conhecemos

E nossas mãos
Se conheceram

E nossos corpos
Se conheceram

E nossos olhos
Se olharam

E nossos gemidos
Nos calaram

E nossos corações
Se escutaram

Você negou
Aquele banco

Você negou
O que era lindo

Você negou
Meus sentimentos

Você negou
A minha vida

Naquele banco
Onde nada existia

Onde o tempo
Não existia

Onde o entorno
Não existia

E nem a realidade
Existia

Naquele banco
Estúpido

Onde um dia
Ousei sentar-me

Onde um dia
Falei

Onde um dia
Beijei

Onde um dia
Calei

E hoje
Acolhe meu pranto

E hoje
Vê meu espanto

E hoje
Vê minha angústia

E hoje
Vê as lembranças

Aquele banco
Que agora vazio

Ri da sua
Infância tardia

Ri da sua
Tolice tamanha

E chora
Aquele amor perdido

E cava-se
Aquele buraco louco

Que
Tamanho prazer sentido

Pra você
Não existia

Aquele banco
Esburacado

Chora
A dor da partida

E eu
Rio da sua mediocridade

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One thought on “Abandono

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