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Quando uma derrota muda tudo

Como vocês sabem, queridos leitores, amo futebol. Sobretudo o Cruzeiro Esporte Clube, que é meu time de coração. Lembro-me de, na infância, implorar para meu pai me levar ao estádio, porque eram realmente os melhores momentos e são até hoje as melhores lembranças que tenho da época.

Vi o Cruzeiro ser campeão Mineiro em 1996, com 104 mil pessoas no campo; depois vi, na Geral, a final da Libertadores de 1.997. E infinitos jogos dos quais me orgulho de ter presenciado.

Entretanto, nada se compara a situação atual do time, que me deixa reflexiva, pois não era esperado (de nenhuma maneira). Algumas pessoas tentam desmerecer a posição do time, afirmando que o nível baixo do campeonato favorece a boa fase. Mas eu discordo. O clube tem bons jogadores no elenco que estão, milagrosamente, entrosados. O grupo foi montado no começo do ano e algumas peças só chegaram depois, como Júlio Batista e Willian.

A questão é decifrar esse entrosamento, o que tentarei fazer aqui a partir de agora.

Na humilde opinião dessa “boleira” que vos escreve, a receita foi simples: a derrota para o arque-rival, Atlético MG, no primeiro jogo da final do mineiro, fez com que o grupo abraçasse a história, a torcida e o projeto do clube de voltar à elite do futebol brasileiro. Aquela derrota serviu para que todos os jogadores refletissem sobre a postura do time em campo, e então mudá-la para que esse elenco tivesse à altura da grandiosidade do clube. Cada um chamou para si a responsabilidade de fazer uma grande temporada e fecharam com seus companheiros de equipe essa mesma vontade. Com esse pensamento e atitude, mesmo os jogadores que chegaram depois sentiram-se motivados e felizes em fazer parte dessa história gloriosa.

Creio que esse fato peculiar na história do futebol não deve ser ignorado, mas pensado, repensado e avaliado por nós, enquanto pessoas. Afinal, é para isso que serve o esporte, para nos dar lições de superação, amor e conquistas. Para nos fazer pensar e reavaliar a vida depois de uma derrota. Que sejamos todos valentes depois de um tropeço e que o Cruzeiro seja campeão.

Saravá!

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Andanças minimalistas

cruzeiro_minimalismo_escudoAmo o estilo minimanista. Foi uma herança boa que a Bauhaus nos deixou. Nos meus atrevimentos visuais (sou redatora, mas vivo entre os dois mundos: da imagem e do texto). E como sou apaixonada por futebol e pelo Cruzeiro Esporte Clube, fiz uma versão minimalista do escudo do time. Acabou virando uma arte colaborativa, uma vez que não sou ‘expert’ em design. Gostei bastante do resultado, e você?

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Acerca da perda, da saudade e da vida.

No fim o que sobra é a saudade. E a saudade é o desejo da presença e a ciência de que o encontro, em seu estado bruto, nunca mais acontecerá. O problema então é o saber demais e não o sentir como argumento factual. Nesse aspecto, conhecer torna-

vida

se uma inverdade do ser, pois o nega e faz nele doer uma dor que não deseja. Sendo o desejo, então, a materialização da angústia e da maldição de quem o tem. Muito pelo o incontrole vazio e incerto após o apagar da última chama.

Tem-se também a saudade do que não foi e a incerteza: e se eu tivesse feito isso ao invés daquilo?  E se eu tivesse estado mais presente? E se toda vez que eu pude fazer e não fiz? No fim o que resta são as lembranças do que não foi. Apenas.

E então, esbarramos novamente na vida. Vadia vida. Viva vida. Tola vida, que existe e se faz pra quem se faz forte. Pra quem se faz sagaz. Pra quem se atira, e se atira de cabeça. A vida se vale pra quem acredita e se joga nesse grande abismo que é viver. Mas, acima de tudo, a vida se dá a quem se deu. Vini, saudoso vini, a vida se dá a quem quis nela se fazer humano, errante e aprendiz.

Salve Detinha da Bahia! Nunca esquecerei da única pessoa que me chamava: menininha.

Saravá!

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Não somos bonecas infláveis!

boneca_inflavelQual deve ser a motivação para uma mulher se cuidar? Certamente não deve ser porque “homem não gosta de mulher desleixada”, da mesma forma que a maioria dos homens não fazem nada pautados no que as mulheres vão ou não achar deles. Não vou entrar aqui no discurso sexista, mas essa é uma realidade comportamental – o homem como provedor (desde os tempos das cavernas) geralmente não se incomoda com o que as mulheres pensam dele. A maioria é auto-suficiente demais para isso. Então, amiga, porque é que você deve se importar?

Não que eu ache que não devemos nos cuidar! Mas a motivação deve ser outra. Estar bonita e bem cuidada pra se sentir bem com você mesma é a melhor coisa do mundo e atrai coisas maravilhosas pra vida. O cuidado com o corpo, com a mente e com a aparência não deve acontecer porque alguns seres humanos XY (anacéfalos) querem. e sim porque NÓS queremos, porque gostamos, porque é da NOSSA natureza.

Acho que a máxima devia ser: homem não gosta de mulher fútil. Afinal, de que adianta uma mulher linda, bem cuidada e sarada,  com quem não se não consegue ter uma conversa agradável? Eu mesma conheço muitas gordinhas fofas, sexys, atraentes e inteligentes que são lindas do jeito que não, não querem mudar e eu acho que nem precisam, uma vez que são bem resolvidas com elas mesmas.

Então, se você é uma amiga que acha que apenas a beleza vai ajudar a encontrar aquele par, cuidado, além de ser perigoso ter um parceiro que não gosta de você por quem você é, um dia a aparência não será mais mantida por cremes e academia, só sobrará o conteúdo, e se você não investir nisso, o que sobrará?

E se você é um homem que acha que a mulher é uma boneca inflável, eu tenho pena de você! Vai passar a vida trocando de parceiras pq o tempo, amigo, passa pra todo mundo! Então o máximo que dá pra ter de relacionamento com uma bunda dura é passar a mão nela enquanto ela for dura. Não dá pra descobrir a pessoa como ela é de verdade sem conhecê-la “por dentro”.

Então, fica a dica! Quer uma mulher perfeita? Compre uma boneca inflável!

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Quem está aí?

??????????????????Existe alguém do outro lado da linha? Pode até ser, mas certamente fez a vida sem nenhum manual de instrução. Já começamos em desvantagem, então, sem nenhuma ideia do que ser, fazer ou de qual caminho tomar. Começamos assim, como em um vídeo-game, zerados, sem saber quais botões apertar pra passar de fase, então conclui-se que só se aprende a viver vivendo.

Por outro lado somos apenas formiguinhas perambulando por aí, sem ter ideia do sentido da nossa existência, caminhando de encontro ao precipício dos últimos dias (sem conseguir carregar 40x o nosso peso e as vezes sem conseguir carregar peso nenhum). E como escapar deles? Não há maneira nem mania que nos livre dessa. Parece até um paradoxo, mas da vida ninguém sai vivo.

O jeito é ir, mesmo sem saber pra onde e sem saber ao menos o sentido de tudo isso. Existe alguém do outro lado da linha? Eu não sei, só espero que o fio não esteja cortado!