Aside
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Amores! Nós não somos iguais perante a “Deus”, desculpa mas em 1850 aconteceu um evento chamado “lei de terras” no Brasil que determinou a distribuição de rendas que existe até hoje, são os ricos cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres. Como os ricos na época eram os brancos e os pobres eram os negros (quase ex escravos), após a lei áurea de 1888, os brancos ocuparam cada vez mais a cidade, e os negros, como a aquisição de terras era difícil eles viraram posseiros formando aglomerados urbanos, as favelas. Que são lugares onde o estado não chega. Então a educação (principalmente), a saúde e demais coisas básicas que as pessoas necessitam para sobreviver só existem se o sujeito ou entrar pro tráfico (menos a educação), ou se esforçar muito.


O fato é que mesmo se uma pessoa que mora na favela se esforce bastante em um colégio público, ele nunca vai chegar no nível de um sujeito que cresceu em um condomínio fechado, estudando em boas escolas. Primeiro porquê a cultura da favela é diferente dos centros urbanos, então é difícil um sujeito ser incentivado a estudar e não ter que começar a trabalhar aos 10 anos de idade. E é por isso que existe o sistema de cotas. É para tentar remediar essa agressiva diferença social entre brancos e negros que existe desde sempre no país. O sistema de cotas é perfeito? Não! Mas beneficiou inúmeras pessoas que não teriam as mínimas chances de entrar na universidade.
Mas também há branquelos nas favelas? Sim! Mas o estado trabalha pras maiorias, generalizando casos. Ainda assim é melhor do que nada.Então se você nasceu na porra de um condomínio fechado e esqueceu as aulas de história que frequentou, cala a boca e vai estudar antes de sair por aí falando que somos todos iguais. Não somos. E amigo, os brancos não tem sangue vermelho, tem sangue azul (risos).
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O que o oportunistmo, a literatura e a história têm em comum

forasarneyJosé Sarney de Araújo Costa nasceu em 1930, na cidade de Pinheiro (MA). (Mil novecentos e trinta¿), pois é, como dizem: “vaso ruim não quebra”. E se esse velho ditado for mesmo verdade iremos engolir a conversa mole de Sarney ainda por algum tempo. Isso porque a memória e o discernimento político da maioria dos votantes deste país são tão insignificantes que, em 2006, mesmo ano em que Sarney foi eleito senador pelo estado do Maranhão, Eduardo Malufe, seguido de Frank Aguiar e Clodovil Hernandes (in momorian) foram, respectivamente, os três deputados federais mais votados do Brasil.

Atualmente, o presidente do senado possui duas ocupações, além de oportunista, é também escritor. Sim, E S C R I T O R. Como a maioria dos políticos deste país, o atual presidente do senado é muitíssimo bem letrado, sendo formado em dois cursos superiores, Direito e Letras. Está explicada então sua excelente retórica, a arte de fazer com que uma mentira vire verdade apenas com o poder da linguagem e da oratória.

Não preciso lembrar que Sarney tem importância ímpar na literatura, tendo fundado o pós-modernismo no Maranhão. Nem de seu valor histórico, tendo entrado para a história como político em exercício mais antigo do Brasil, 50 anos, isso apenas de políticagem. É praticamente um fóssil que anda e um caso a ser estudado pela paleontologia.

Em suma, José Sarney é muito mais do que um político corrupto ou um grande oportunista, como é estigmatizado. Sarney é um representante legítimo da classe intelectual brasileira e, praticamente, uma sinopse dela.

Luana Borges