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Quem está aí?

??????????????????Existe alguém do outro lado da linha? Pode até ser, mas certamente fez a vida sem nenhum manual de instrução. Já começamos em desvantagem, então, sem nenhuma ideia do que ser, fazer ou de qual caminho tomar. Começamos assim, como em um vídeo-game, zerados, sem saber quais botões apertar pra passar de fase, então conclui-se que só se aprende a viver vivendo.

Por outro lado somos apenas formiguinhas perambulando por aí, sem ter ideia do sentido da nossa existência, caminhando de encontro ao precipício dos últimos dias (sem conseguir carregar 40x o nosso peso e as vezes sem conseguir carregar peso nenhum). E como escapar deles? Não há maneira nem mania que nos livre dessa. Parece até um paradoxo, mas da vida ninguém sai vivo.

O jeito é ir, mesmo sem saber pra onde e sem saber ao menos o sentido de tudo isso. Existe alguém do outro lado da linha? Eu não sei, só espero que o fio não esteja cortado!

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Nós e o mundo de Poliana

Quando eu era adolescente li um livro chamado “O mundo de Poliana”, creio que a maioria das pessoas que conheço também leram. Nunca vi tanta vida perfeita em toda minha existência, pra falar a verdade nunca achei que viveria para ver isso. Mas o ruim não é as pessoas terem a vida perfeita, cada um com seu “sentimento do mundo” pra lá. O problema todo é a ditadura da perfeição. É proibido se irritar,  chorar, sofrer, brigar, xingar. As pessoas estão quietas demais, conformadas demais, pressionadas a serem felizes e perfeitas. Mas eu não vejo felicidade e muito menos perfeição sem liberdade. Onde as pessoas enfiaram meu livre arbítrio de estar desconfortável, mal humorada ou  indignada?

Como diria meu amigo, Paulo Cerqueira: “Quero sair do movimento: Eu me irrito. Que tal mais sociabilidade? Menos bebida? Menos comida? Menos insônia? Alegre sorridente e saudável. Cruzes!”  Cruzes mesmo.

Não tenho nada contra quem é feliz e acha tudo lindo, eu até invejo essas pessoas (só que não). O problema é que ultimamente tenho sido coagida a ser feliz, saltitante e fingir que a vida é perfeita, isso tudo pra não brigar com meio mundo. Imagina!  Acho que as pessoas estão extinguindo a beleza da vida que é viver bem mesmo com as  imperfeições.

 

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Eu no espelho


Hoje vi um garoto no metrô. Em um vagão qualquer do metrô. Chorando  em um vagão qualquer do metrô. Ele parecia tão vazio.
Devia ter uns 15, 16 (…) Lembrei-me das minhas também crises de choro em veículos de transportes públicos.

Motivos eu não sei se realmente tinha, não sei, não me lembro, mas na verdade, tanto   faz. Tudo daquela época parece-me tão obscuro. Parece-me hoje que eu não existia no mundo, eu apenas coexistia como uma cópia de mim mesma. De qualquer forma, minhas lembranças desses momentos são um tanto quanto embaçadas.

Lembro-me apenas de uma angústia infinita. Em partes porque eu sempre me senti avulsa no mundo. (Só fui ter um namorado aos 19 , mesmo assim ele morava a 800 km de distância, e amigos, daqueles que se leva para toda a vida – aos 21). A outra metade seria porque o mundo me ignorava por eu ser avulsa e uma coisa que aprendi é que o mundo rejeita tudo o que é diferente.

Na verdade eu sempre estranhei as pessoas, isso por causa de uma mania que tenho de abstrair toda e qualquer situação na qual me encontro.

Ser humano é bicho estranho, muito estranho. Talvez o ser mais bizarro do mundo animal. Talvez o mais esquisito de todos os seres existentes na galaxia, ou quem sabe, no universo inteiro.

Ser humano é foda! No mal sentido da palavra. Tem consciência mas não usa pra nada. Passa a vida inteira indo e vindo, passa, passeia, viaja, convive, suporta, mas não se dá ao trabalho de conhecer a si mesmo.

É tanta coisa a fazer, tanto pra conhecer, tanto pra produzir, pra progredir, pra caminhar. São tantos compromissos que, as vezes, falta a própria pessoa que está ali (só que não).

Quando tinha oito anos eu acreditava que essa ideia de “ser humano” era um mito, uma enganação, uma apropriação, uma maneira mentirosa de nos posicionar  grandes perante o mundo. Eu pensava que não éramos nada além de robôs com consciência, nada melhor do que o oco, duro e frio, metal. Até hoje penso se estava certa ou errada. (Risos).

Passei boa parte da vida assim, correndo atrás de mim mesma. Tentando me encontrar, me entender, me decifrar. Tentando descobrir meu lugar nesse mundo. E acredito que depois de todo esse tempo de busca eu consegui, em partes, o que queria.

Hoje eu não choro mais em veículos de transporte público. Hoje,  eu sei quem eu sou. 

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Roubado ou não roubado, eis a questão.

Teoria da conspiração é foda. O Cruzeiro ganhou porque foi melhor em campo, ora.
Poderia ser entregue se fosse um golzinho aos 45 m do segundo tempo, o Caliu é torcedor demais para entregar um placar desses, ainda mais perdendo uma boquinha na sulamericana (veja aqui do que estou falando).
Mas para as frangas é muito mais fácil falar que são um bando de vendidos do que admitir que o Cruzeiro jogou melhor… Atleticano não tem dignidade.
E no futebol e no sexo tudo acontece, já diria o amigo Luiz Fernando Veríssimo.
Cruzeiro não cai porque é time grande e time grande não cai. Sei que é uma verdade difícil de admitir para os patéticos, mas essa é a verdade.
Entretanto nenhum cruzeirense tem o que comemorar, comemorar não-rebaixamento é para times pequenos.
Aconteceu o que acontece nos últimos 10 anos, o Atlético abriu as peninhas, FIM!

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Ateísmo como ante-fé… Oi?

Não sabia que existia uma corrente do ateísmo que defende a ante-fé até conhecer esse site. Não consigo entender esse pensamento, porque o ateísmo é em essência a incapacidade de acreditar em fenômenos não explicados pela ciência. Dessa forma o ateísmo não é uma religião e sim o fundamentalismo em sua forma mais genuína, como então pode ser “pregado”?

Ninguém nasce ateu ou se converte ao ateísmo, não é uma crença, depende apenas do seu repertório, das suas vivências e não-vivências. Para além disso ateísmo não tem correlação com a  fé, o ateísmo é a razão engarrafada. Não necessariamente é uma escolha melhor ou pior que o teísmo. É apenas uma escolha, um caminho, uma direção que se segue.

Se ateístas se sentem na obrigação de convencer pessoas a não-acreditar quer dizer que é uma religião, dessa forma a única explicação plausível é que os ateus possuem uma fé na não-fé e apenas pessoas muito crentes podem acreditar em algo que contradiz tudo aquilo que não acredita.  Isso porque a crença na não crença é uma crença maior que a própria crença.

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Notícias importantes

Ei, gente.

Primeiramente gostaria de agradecer à audiência do Blog que está fantástica.
=D

Segundamente gostaria de avisar que criei uma “catigoria” com o nome “Bianca”, não é o nome do conto mas foi uma forma que eu encontrei para sintetizar todas as partes em um tema central.  (Para quem não sabe, ultimamente tenho escrito um conto em várias partes, a intenção é que seja uma narrativa não-linear, então, a ordem da leitura é o de menos, o que importa é conhecer a história). Os links estão aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

Terceiramente é importante que eu diga que sim, a história continua. Aguardem as cenas dos próximos capítulos.

Quartamente, como eu sou fissurada por ler e escrever, deixarei uma historinha que criei sem nenhuma pretensão ou responsabilidade ^^;


Historinha sem nenhuma pretensão

Eu: Preciso te contar uma coisa.
Ele: Pode lançar a bola que eu faço um gol. =D

Eu: Eu nunca vou esquecer a última vez que nós ficamos.
Ele: Por quê? Da primeira vez você esqueceu?

Eu: Nunca vou esquecer de nenhuma, é que da última vez eu fiz uma foto mental.
Foi lindo, nós dois em cima do capô do carro, o pôr-do-sol refletindo no seu cabelo. Nos beijando como dois adolescentes apaixonados, como se não existisse mais ninguém, nem houvesse mais amanhã
Ele: Mas houve amanhã, e no amanhã eu fui embora por um ano.

Eu: Minha vida é assim mesmo, cheia de desencontros.
=/
(…)
Mas não posso reclamar.
Ele: Pois é, temos que agradecer.

Eu: Isso, quem sabe assim algum dia o destino não pára de me sacanear?