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Essa história de ser intensa (um desabafo)

Estava pensando hoje, aqui com meus botões. Lembrando de uma vez que me falaram que eu tinha olhos tristes. No momento que eu ouvi isso pensei em uma coisa que estava me chateando, achei que meus olhos eram tristes por causa da decepção que tinha passado a pouco, pouquíssimo tempo. Hoje, pensando sobre isso, vejo que ainda faz sentido, e olha, fazem quase dois anos.

Mas, apenas agora eu pude compreender que eu não tenho olhos tristes por causa daquilo que acabara de ocorrer, mas, porque eu fui entristecendo aos poucos.  Eu vivo tudo com tanta intensidade que é como se meu corpo permanecesse em chamas por 24h. A maioria das coisas que acontecem comigo são como furacões que passam por mim e deixam tudo em grande desordem.  E isso desgasta. Vai aos poucos corroendo quem eu sou. Então, a vontade de viver me consome e, talvez, faz com que eu não esteja viva de fato.

É difícil pensar nisso, é difícil pensar que a mesma coisa que me mantém viva me mata aos poucos.
Isso porque eu não consigo não ser intensa, por eu viver em furacões e viver das minhas paixões, e viver me apaixonando por tudo que eu faço e por todos que conheço. Então, eu fico desgastada. Desgastada por amar demais, por me entregar demais a tudo. Sou arredida na escola, com minha família, meus amigos e com meus affeirs. E o mais triste nessa história é que eu desconfio que essa maneira eufórica com a qual eu encaro a minha vida, assusta a maioria das pessoas e acaba acaba por afastar algumas. E eu não posso fazer nada, a não ser deixá-las ir (por mais que seja dolorido).

É isso, foi só um desabafo…
Eu espero mesmo que tudo se resolva e que a máxima “Tudo piora antes de melhorar” seja válida para mim também.

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Um dia

Um dia você acorda e vê que a sua vida se desfez em mil pedacinhos…
Aí você vê que não será fácil se juntar
E vê que você está sozinho no mundo

Não sozinho de pessoas
Mas sozinho porque aquela pessoa que você confiou e acreditou, nunca esteve ali…

Neste dia
Você descobre a maudade
Você descobre o lado mais obscuro da alma humana
Você descobre que por mais que seja doloroso, não importa o quanto você se importa, algumas pessoas simplesmente não se importam

E então
Você descobre que está vazio
Vazio de sentimentos
Vazio de passado
Porque quem você é, simplesmente desapareceu
Vc foi engolido por um buraco negro

E então
Você chora
Você descobre que não importa o quanto a vida seja terrivel
Nao importa o quanto as pessoas sejam egoístas
Não importa a falta de sentimentos
Não importa que você esteja sofrendo

E então
Você começa a juntar os pedacinhos da sua alma
Você sente dor
Sente vontade de morrer
Quando descobre que seus pedacinhos são fragmentos
E que você não se encaixa
Você não se enquadra

Então você descobre que nada precisa encaixar
Nada precisa ter sentido
Porque a vida é assim

E você descobre
Que não importa o quanto você esteja sofrendo
Sempre haverá alguém que tem prazer em pisotear a sua alma

Mas você também descobre
Que amigo é o bem mais precioso que se tem na vida
Você aprende a valorizar pequenos gestos, pequenos detalhes

E você descobre que os pedaços não se encaixam
Porque estava preenchendo seus vazios com sentimentos errados

Você descobre que deve gostar
Que deve se importar
Que deve cuidar
De quem gosta de você

Você descobre que é livre
Mas também descobre que você passou tanto tempo engaiolado
Que agora o mundo parece grande demais

E você sente medo
E sente medo
E sente vondade de voltar pra gaiola
Mas já é hora

De voar sozinho
E buscar seus próprios caminhos

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Sobrevivi

Penso em pensamento
Que viver não é nenhum pecado
Não há nada que pague um sorriso
Não há nada que as lágrimas apaguem

Espalho meu sorriso e conquisto pessoas
Uma pena que meu sorriso “tolo”
Não identifique as pessoas de caráter duvidável
Uma pena que meu sorriso, seja as vezes, lastimável

Pra algumas pessoas eu posso ser carente
Mas a bem da verdade é que eu amo de mais
Queira ou não queira, goste ou não goste

Eu reaprendi a viver
Eu me redescobri

Isto é fantástico
Não importa o que aconteça
Não importa mais nada
Eu sobrevivi

FODA (SE)

Pq na vida é assim
Ou vc fode
Ou vc se fode

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Poema de uma

O gosto da boca, osculava
Da textura dos lábios de quem amava
Da usura da paixão, fornicava

Era o amor da alma que se dava
Da incompreensão que calava
Do tácito amargo, desdobrava

Eu era a gueixa, na sua cama esperava
Com sussurros e gritos, te delirava
Mordida na pele, gemidos dava

Chave de pernas, amor que se dava
Era a puta que em sua cama esperava
Pra você, apenas uma que passava

Eu era seu fetiche, seu pecado e nada
Eu era a paixão da sua secura amargurada
Carne e apenas carne que não sangrava

A pele quente, sangue, cortava
Desconsiderada, a pessoa não amada
O corte, o estrago, o vazio que se dava

Agora era o negro, o vazio, o nada
A desgraça, do cansaço, indignava
Do esquecimento daquela que sonhava

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O que é que é essa vida minha?

O que é que é essa vida minha?
Que se faz e se desfaz sem porque nem porém. Que vai e vem numa velecidade tão grande, incomensurável.

O que é essa vida minha? Que me ensina, que me fascina, que me aplica, que me joga, que me vira

O que é vida é essa minha? Que eu não apenas a levo “vivendo”, mas a vivo intensamente, tudo de uma vez.

Que vida é essa minha? Que me leva a lugares inexplicáveis e inexploráveis.

Que vida é essa minha? Que me deixa boba, que me faz de tola, que me mostra que o tempo não é meu senhor.

Que vida é essa minha? Que me dá, que me tira, que me coloca, que me sangra, que me estapeia, que me regenera.

Que vida é essa minha? Que me faz loucuras, que me dá doçuras, que me cura, que me entristesse, que me alegra, que me transforma, que me deixa boba comigo mesma, que me faz mais feliz a cada dia.

Que vida é essa minha? Que me deita, que me aflinge, que me comete, que me despe, que me grita.

Que vida é essa minha? Que me tenta, que me espalha, que me junta.

Que vida é essa minha? Que me cativa, que me espanta, que me cala, que se fala.

Que vida é essa minha? Que não tem, que me espeta, que me cutuca, que me altera.

Que vida é essa minha? De amores vagabundos, de fossas intermináveis, de paixões desesperadas, de tempo inexistente.

Que vida é essa minha? Que se faz contente, que é indecente, que é pura, profana e insana.

Que vida é essa minha? Que me afoga, que me seca, que me ajuda, que me atrapalha.

Que vida é essa minha? Que me embebeda, que me machuca, que me sara.

Que vida é essa minha? que é uma filheta, que é um pedacinho, que é um cantinho, que é o mundo inteiro.

Que vida é essa minha? Que me surpreende, que me escapa, que me espera.

Que vida é essa minha? Que me prende, que me solta, que me enche, que me assalta.

Que vida é essa minha? Que me agarra, que me devora, que me enlouquece, que me enriquece.

Que vida é essa minha?

Que vida é essa minha? que está aqui como nunca esteve, que me chama, que me joga.

Que vida é essa minha? Que é livre, que é “indeletável”, que é linda, que é vivida.

Que vida é essa minha?