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Essa história de ser intensa (um desabafo)

Estava pensando hoje, aqui com meus botões. Lembrando de uma vez que me falaram que eu tinha olhos tristes. No momento que eu ouvi isso pensei em uma coisa que estava me chateando, achei que meus olhos eram tristes por causa da decepção que tinha passado a pouco, pouquíssimo tempo. Hoje, pensando sobre isso, vejo que ainda faz sentido, e olha, fazem quase dois anos.

Mas, apenas agora eu pude compreender que eu não tenho olhos tristes por causa daquilo que acabara de ocorrer, mas, porque eu fui entristecendo aos poucos.  Eu vivo tudo com tanta intensidade que é como se meu corpo permanecesse em chamas por 24h. A maioria das coisas que acontecem comigo são como furacões que passam por mim e deixam tudo em grande desordem.  E isso desgasta. Vai aos poucos corroendo quem eu sou. Então, a vontade de viver me consome e, talvez, faz com que eu não esteja viva de fato.

É difícil pensar nisso, é difícil pensar que a mesma coisa que me mantém viva me mata aos poucos.
Isso porque eu não consigo não ser intensa, por eu viver em furacões e viver das minhas paixões, e viver me apaixonando por tudo que eu faço e por todos que conheço. Então, eu fico desgastada. Desgastada por amar demais, por me entregar demais a tudo. Sou arredida na escola, com minha família, meus amigos e com meus affeirs. E o mais triste nessa história é que eu desconfio que essa maneira eufórica com a qual eu encaro a minha vida, assusta a maioria das pessoas e acaba acaba por afastar algumas. E eu não posso fazer nada, a não ser deixá-las ir (por mais que seja dolorido).

É isso, foi só um desabafo…
Eu espero mesmo que tudo se resolva e que a máxima “Tudo piora antes de melhorar” seja válida para mim também.

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