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Essa história de ser intensa (um desabafo)

Estava pensando hoje, aqui com meus botões. Lembrando de uma vez que me falaram que eu tinha olhos tristes. No momento que eu ouvi isso pensei em uma coisa que estava me chateando, achei que meus olhos eram tristes por causa da decepção que tinha passado a pouco, pouquíssimo tempo. Hoje, pensando sobre isso, vejo que ainda faz sentido, e olha, fazem quase dois anos.

Mas, apenas agora eu pude compreender que eu não tenho olhos tristes por causa daquilo que acabara de ocorrer, mas, porque eu fui entristecendo aos poucos.  Eu vivo tudo com tanta intensidade que é como se meu corpo permanecesse em chamas por 24h. A maioria das coisas que acontecem comigo são como furacões que passam por mim e deixam tudo em grande desordem.  E isso desgasta. Vai aos poucos corroendo quem eu sou. Então, a vontade de viver me consome e, talvez, faz com que eu não esteja viva de fato.

É difícil pensar nisso, é difícil pensar que a mesma coisa que me mantém viva me mata aos poucos.
Isso porque eu não consigo não ser intensa, por eu viver em furacões e viver das minhas paixões, e viver me apaixonando por tudo que eu faço e por todos que conheço. Então, eu fico desgastada. Desgastada por amar demais, por me entregar demais a tudo. Sou arredida na escola, com minha família, meus amigos e com meus affeirs. E o mais triste nessa história é que eu desconfio que essa maneira eufórica com a qual eu encaro a minha vida, assusta a maioria das pessoas e acaba acaba por afastar algumas. E eu não posso fazer nada, a não ser deixá-las ir (por mais que seja dolorido).

É isso, foi só um desabafo…
Eu espero mesmo que tudo se resolva e que a máxima “Tudo piora antes de melhorar” seja válida para mim também.

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O que o oportunistmo, a literatura e a história têm em comum

forasarneyJosé Sarney de Araújo Costa nasceu em 1930, na cidade de Pinheiro (MA). (Mil novecentos e trinta¿), pois é, como dizem: “vaso ruim não quebra”. E se esse velho ditado for mesmo verdade iremos engolir a conversa mole de Sarney ainda por algum tempo. Isso porque a memória e o discernimento político da maioria dos votantes deste país são tão insignificantes que, em 2006, mesmo ano em que Sarney foi eleito senador pelo estado do Maranhão, Eduardo Malufe, seguido de Frank Aguiar e Clodovil Hernandes (in momorian) foram, respectivamente, os três deputados federais mais votados do Brasil.

Atualmente, o presidente do senado possui duas ocupações, além de oportunista, é também escritor. Sim, E S C R I T O R. Como a maioria dos políticos deste país, o atual presidente do senado é muitíssimo bem letrado, sendo formado em dois cursos superiores, Direito e Letras. Está explicada então sua excelente retórica, a arte de fazer com que uma mentira vire verdade apenas com o poder da linguagem e da oratória.

Não preciso lembrar que Sarney tem importância ímpar na literatura, tendo fundado o pós-modernismo no Maranhão. Nem de seu valor histórico, tendo entrado para a história como político em exercício mais antigo do Brasil, 50 anos, isso apenas de políticagem. É praticamente um fóssil que anda e um caso a ser estudado pela paleontologia.

Em suma, José Sarney é muito mais do que um político corrupto ou um grande oportunista, como é estigmatizado. Sarney é um representante legítimo da classe intelectual brasileira e, praticamente, uma sinopse dela.

Luana Borges

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Mais sobre mim

Me ame ou me odeie, eu sou o que sou e não mudo pra agradar… O que importa pra mim é ser, agir e sentir conforme o que eu acho certo, pois princípio é algo que eu valoriso, muito mais que “política da boa vizinhança”… E se você não gosta, bom, vai se fuder pra lá que eu me fodo de cá… E fica tudo certo… e ficamos em paz.

Eu acredito em algo que Machado de Assis falou na vos de seu casmurro, “antes a falta dos outros que a falta de mim mesmo”. Acredito que ficar sufocado em qualquer relacionamento é a maior estupidez e a maior covardia consigo mesmo… Não há felicidade na infelicidade alheia, e não há felicidade por trás de olhos tristes…

O bom é mesmo se divertir com a vida, mesmo com as coisas chatas, mesmo quando o coração teima em bater e mesmo quando falta consideração dos outros para comigo… Eu me divirto muito, todos os dias, todas as horas… Gosto de fazer as pessoas felizes, arrancar sorrisos, gargalhar junto… Gosto de dizer que vai ficar tudo bem e dissemino o amor verdadeiro e a felicidade. Pois acredito que o mundo pode ser mudado em pequenas atitudes assim como o bater de asas de uma borboleta causa um furacão.

Acredito que sim, existem pessoas ruins de verdade nesse mundo, mas nem por isso o mundo é ruim. Considero isso parte de um equilíbrio natural. As pessoas ruins pisoteiam nossa alma, e as boas a revigoram. O ruim é quando você revigora a alma de uma pessoa e ela cisma em pisotear a sua. Dói, mas nem por isso devemos parar de querer o bem.

Ahh… Eu sou sentimental e eu amo de mais, e têm pessoas que não suportam o amor… Eu não posso fazer nada a respeito disso. Apenas continuar cuidando do meu coração que teima em bater, e também continuo a minha vida que pulsa dentro da minha alma.

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Garrafa vazia

Minha garrafa está vazia
E você já se foi
Vodca não há

Nem cachaça
Nem tristeza
Nem alegria

A despeito de quem veio
Você se foi
E nada sobrou em mim

Um vazio enorme
Apenas

Minha garrafa está vazia
Sinto que você se foi

Toda vez
Que queima a brasa
Você revive na minha tez

E me lembro das noites
Do Sexo selvagem
Eu me lembro

Eu te amo
E você se foi

Apenas isso

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Uma coisa que descobri sobre mim

Nos últimos seis meses tento dar um sentido pra minha vida.
Não é fácil dividir a vida com uma pessoa num dia e no outro ela fingir que você nunca existiu.
É como se você mesmo duvidace da sua própria existência. Esquisito não? Mas é a absoluta verdade. Nesse tempo todo tenho lutado comigo mesma para me convencer que eu existo. Tenho feito coisas impensáveis, tenho vivido como se o mundo fosse acabar amanhã, na tentativa de sentir algo que me faça ser convensida da minha existencia. Tenho me esforçado para sentir alguma coisa, para querer alguma coisa.

A última coisa que descobri sobre mim é que eu adoro ficar em silêncio absoluto. Isso inclui músicas, TV e telefone. Meu negócio é ficar no NIRVANA, e essa é a única coisa que me acalma quando estou desesperada.